Meu poema de natal
Branca. Muito branca a pele da nuvem. É sobre ela que o sol se espalha quando é verão. É da nuvem - que entre trôpegos acentos avança para reerguer sua alegria - que emergem pés brincando de bailarina e submergem faces enrugadas de olhos fechados. É assim que se prepara a cambalhota do tempo, da intenção, da bondade, do futuro; pra que a nuvem espalhe seus traços e aplaque qualquer caldalosa angústia com sua espuma etérea, branca, cheirosa.