AntesNaquele tempo o silêncio
era mantra
repetido até quando,
circular,
ciranda de gotas de chuva em viagem ao chão.
O silêncio, o chão.
Circulares, infinitos, salgados, temidos
curtidos como couro até perderem o sentido.
E no dito tempo, a mãe dizia:
"O sentido do céu
está embaixo do chão."
No momento rígido em que
a gota beija o chão.