Onde escondeu-se a fragilidade daquela mulher? Se o ventre, terra preta e enxada, se o pequeno porte abriu-se sem ferida. Se a vida hoje debruça-se sobre seu corpo cheia de cuidados, para que o sofrimento não sofra tanto. Sem tocar a pele pra que não se abram feridas. Sem olhar os ossos para que não se quebrem. Sem que se façam perguntas que não serão respondidas. Converse em silêncio pra que ela responda, dentro da sala onde repousa o corpo que alguém ousa dizer frágil. Sutil talvez, a conversa, os ossos, os olhos que vão longe. Não toque a mulher, o pequeno pássaro corajoso que não exita em falar alto, que padeceu com coragem e precisou de ajuda para expirar a última fumaça violeta de dentro da sala escura de seus pulmões, por enquanto, repousa agora sobre a palma de cada uma das mãos que criou.