Eu mesma surgirei alegria
como bolha sob o mar
Eu mesma sei do tempo perdido
Do olho partido na palma da mão
Eu mesma segurei o corpo vencido
Eu mesma perdi a visão
Permitirei a fenda no olhar
Serei vereda quando o sal passar
Serei eu a eclodir do sal
Mas guardo uma cavidade para o sol
Será a mesma ardida alegria
Sem antigos olhos densos
Ainda assim será arder
Ainda assim serei sorrisos
Ainda assim cobrirei o rosto
E seguirei sem saber o tamanho do mar