Página Preta
sexta-feira, outubro 20, 2006
 
Dia aflito fim da
florada travessia - viaduto.
Todo dia ando viaduto como deus -
sobre o fluxo de automóveis:
Debaixo de viaduto não passa rio braço
mar
Mas fluidos carros se espalham pelo leito,
Serve.
Mais de-tardinha, escorrem faróis vermelhos
Fumaças franzidas de dia aflito fuligem e,
Todo dia
Penso em cair sobre o piso raso viaduto
oco tempo, fluxo barulho automóveis correm leitos de gente
Rios exalam fumaça.
 
Comments:
Oi que bom te conhecer. Apesar de ser tudo partido de mim.

Eu estou a procura de amigos, tenho um blog e queria a tua presença por lá.

O teu texto é bonito e pesado.Pesado na sua verdade, que poucos tem condições e jeito de falar. Não facilmente se ver por aí alguém falando. O mundo, do jeito que se mostra hoje, bom era que ele se evaporasse, e voláteis, sem destinos nos tornássemos todos.

REVELLON

Menina, foi quando eu te amava,
que dos meus olhos piorei,
cai que ninguém segurava,
nem vi que o tempo escureceu.
Foi como se explodisse a noite,
em luzes lá na praia,
e lá do mar se visse
um dia novo começando,
estrelas se aninhando
debaixo de tua saia,
cordão de passarinhos,
em volta de mim, silvando.

Esta letra eu fiz, imaginando uma barcarola qualquer em pleno mar de copacabana, com uma mulher bem bonita, vendo de longe, a queima dos fogos.

Um beijo na pele do teu coração.

Naeno
 
rá. adorei o teu amigo!
 
é sempre muito bom vir aqui! anh,os comentários no palavra já estão liberados. cansei de ficar só! hehe.

bj,
 
é sempre muito bom vir aqui! anh,os comentários no palavra já estão liberados. cansei de ficar só! hehe.

bj,
 
Não há chuva que molhe o cabelo
Não há véu que cubra este rosto
Não há roupa que cubra seu sexo
Não há força que traga vontade
Não há sumo que faça sorver
Não há olhos que vejam de perto
Não há chão que afunde ao pisar
Não há corpo que traga-lhe gozo
Não há taça que molhe a garganta
Não há sede que faça beber
Não há jarro que traga ao levar
Não há pão que faça comer
Não há medo que faça calar
Não há riso estampado na fronte
Não há sangue no fundo do corte
Não há cuspe que tinja-lhe a cara
Não há mão que a faça sofrer
Não há fruta que adoce o contato
Não há pele no torso do gato
Não há carne que cheire a enxofre
Não há peixe exalando azinhavre
Não há rito que prove a passagem
Não há poço que possa pular
Não há fonte que chegue ao princípio
Não há meio ao fim do caminho
Não há teto que leve à estrada
Não há cume que leve à subida
Não há pés que calquem os ossos
Não há vinho que mostre verdade
Não há porta
Não há muro
Não há pedra
Não há nada que os dedos não toquem
Não há bicho que fique calado
Não há homem que sopre com o vento
Não há grito que fuja de ti
Não há pranto que valha este nome
Não há rio que seque os segundos
Não há fogo na ponta dos astros
Não há rastro que apague o destino
Não há galho que corte em pedaços
Não há som que remova a carcaça
Não há terra que afague os espinhos
Não há mesa que encha seu prato
Não há frio que aplaque o início
Não há dentes na boca da noite
Não há rosto que amasse o retrato
Não há nervos que zombem do açoite
Não há gole que tampe a garrafa
Não há tempo no escuro do ato
Há o sozinho no meio do nada
Só a vida deságua na morte.
 
elizete, atualiza issaqui! vaivaivaiiii =)

=*
 
ahhhh que saudades tenho de anananda!...
 
Pessoas,

O Blogger resolveu que a minha senha não confere, então tive que fazer outra conta. Estou começando os escritos noutro endereço, o tempoin.blogspot.com.
Quem se interessar pode ir lá fazer uma visita...
 
Olá,
Estou de visita aqui pela primeira vez e adorei os textos que li. Textos muito bem escritos, boas dicas/informações e palavras soltas com leveza e doçura. Muito bom poder conhecer espaços assim, feito o teu.
Parabéns por seu talento tão natural..

Um abraço,
Bárbara M.P.
 
Gostei do seu Blog... pena que parou de publicar...
 
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A esse ponto tudo parece antigo. Eu mesma pareço tão distante. Eu mesma estranho meu perfume, minhas calças, meus pés. Eu mesma desmancho os navios e naufrago refazendo frases.

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