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sexta-feira, setembro 28, 2001
 
Onde é que foi parar o tempo?
 
quarta-feira, setembro 26, 2001
 
Pavê de sonho de valsa:

Creme 1-
-Uma lata de leite condensado
-A mesma medida de leite
-Três gemas
-Um pouquinho de maizena

Misture os ingredientes e deixe ferver até engrossar mexendo o tempo todo


Creme 2
-3 claras em neve
-1 lata de creme de leite

Misture os ingredientes cuidadosamente sem bater. O creme de leite deve estar gelado.


Calda
-Uma colher de sopa de margarina
-Um golinho de leite
-Umas duas ou três colheres de nescau

Leve tudo ao fogo até parecer calda


-Bombons sonho de valsa ou bis.
-Biscoitos maizena ou champanhe molhados em leite


Faça uma camada de biscoitos numa travessa rasa ou pirex. Coloque o creme 1 por cima. Esmague ou rale o chocolate e coloque por cima. Jogue um pouco da calda de chocolate. Coloque o creme 2 e enfeite com um fio de calda. Leve para a geladeira.
 
segunda-feira, setembro 24, 2001
 
Só de birra, hoje vou fazer pavê. E mil quitutes comestíveis em dupla. Vou comer tudo sozinha, em dobro, e morrer de dor de barriga. Hoje eu tô birrenta...
Já briguei com o mundo e continuo achando que tenho razão. Estou Afeganistão, chiita radical, do contra. Porque você leu o que era meu. Ladra! Estou mesmo muito brava! Exagerado! É ué, esqueceu que hoje eu sou afegã?! Não quero nem saber se o pato é fêmea ou se a pata é macho. Você vai Ter que ler todas as asneiras. Os hormônios me dão sede de vingança!
 
 
.

De repente ela acordou e queria comer feijão. Perguntou pela filha, disse que estava com frio. Então dava bênçãos e perguntava porque não estávamos lá. Falou no telefone. E parecia até que ia ficar boa mesmo. Só de teimosia. Como se tivesse vida à sua frente.
 
 
Tirei devagar a pele da tâmara, muito delicada, mais que a poupa. É feinha a fruta. Mas tem um azedo bom. Não sei aonde dá. Sei que tem no supermercado.
 
 
É por isso que eu sou estúpida:



To: anafernanda

From: Margarida teco-teco



Pois isso é pra você saber o quanto isso tem a ver com você. Mesmo que eu não seja você. Ainda que eu não seja ninguém, é provável que isso tenha a ver com você porque o sol acorda mais lindo ao ver seu retrato gritando alto como meu rádio-relógio. Ou talvez, sabe-se lá por que, seu sorriso apareça no meio da praça, brincando com as margaridas e em segundos me transforme numa criança boba.

Também não estou muito certa. Pode ser que apenas seja o gosto da cereja.

Ou, quem sabe, o pavê de sonho de valsa que ainda não comi.

Talvez aquela música, naquele dia, sei lá - naquele lugar.

Ainda que eu não consiga dizer nada, porque, você sabe, são muitas as coisas, isso tem a ver - tem a ver muito e todos os dias. Com você.
 
 
E me chame de ostra se quiser: Estou na TPM
 
 
É, acho que quero ficar fechadinha aqui. Sem que ninguém me veja. Conversando comigo no escuro. O escuro é bom. E cura. Tomara que ninguém nunca entre aqui.
 
 
From: Ana Fernanda anafernanda@jedi.com.br

To: João de Barros jbarros@hotmail.com

Subject: Até!

Date: Thu, 23 Set 2001 15:27:45


Sabe, até nunca mais! Vou sentir as coisas assim, apertadas, querendo gritar comigo sem que eu tenha culpa ou consiga me defender.

-O que dizer?

- ...

-Ah, meu deus, você se magoa tão fácil! Fico muda, cabeça baixa.


- ...


- Quem está errado se cala. Mas a intenção...


- ...


- não foi boa. Embora eu pensasse que havia sido. Mas você pensa mais. E pensa que eu sou má. Com raiva e bochechas vermelhas.


- ...


- Pensando assim me faz má. Murcha, mentira.


- ...


- Engasgo


- Me faz Ter mentido e me enche de culpa.


- ...


- de choro


- ...


- angústia


- ...


- dores no estômago.


Me deixa mais atônita e alucinada que Nova York desabando. Já não sei mais do orgulho, nem da verdade. Nem dos sentimentos fortes. Parecem mais sombras. Vultos de carne exposta. É só vir a certeza que os vi e já começam a exibir-me as tripas, e o escuro lancinante em meus olhos, sinto minha cabeça pressionada querendo espremer lágrimas e... nada.


Então até nunca mais. Porque a gentileza e o cuidado, a paixão e o comover-se de olhar , têm o mesmo peso e a mesma medida da ofensa e da raiva de depois. Então pra quê? Porque no final só fica a perda. E a amargura de lembrar sem entender as coisas bonitas e de ver o quanto você não me entende mais. E usa o meu gostar pra machucar. Só machuca porque eu te amo.


Agora, até nunca mais.



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domingo, setembro 23, 2001
 
De Ana Fernanda
Coisas que passam atrás dos olhos

Sunday, September 23, 2001
eu estou. E vou esquecer que o blog existe eternamente muito brava com você, que além de ler a porcaria do negócio mesmo eu te pedindo pra não fazer isso, ainda me fala que leu comenta e pergunta, que é pra ver se eu fico mais neurada ainda.

.: posted by Joana Bela 7:15 PM


"Olá, joanabela,
Será que te conheço de algum lugar?
Obrigada pela poesia.

EXAGERO
Estou tão feliz
que até meu coração
está mostrando os dentes."




>From: "joanabela"
>To: reticenciass@hotmail.com
>Subject: retrato/poema
>Date: Wed, 15 Mar 2000 12:48:04 -0300
>
>retrato
>
>comecemos pela sabedoria das mãos
>pela ternura dos dedos
>pelas magnólias verdes dos teus olhos castanhos
>
>contemplemos todas as batalhas
>efêmeras que perdeste
>e os arroios que então se abriram
>na espessura do teu corpo
>e a boca lavrada pela sede incessante
>e a glória da voz em vitral lento
>
>consideremos também o teu nome
>e para ele haverá que achar metáforas
>estrelas em céu de agosto
>
>por fim busquemos no fundo
>da memória a chave
>para o texto que ainda não deciframos
>enquanto isso
>a ninguém direi dos pássaros
>que moram na tua cintura
>
>Soledade

.: posted by Joana Bela 7:05 PM


Ah, meu deus... Que linda! me sinto uma estúpida. Eu sou mesmo.... E vou escrever alguma coisa disso. Mas primeiro tem matéria, depois monografia interminável, depois artigo. Coisas de quem não tem talento... Ela que tem. Nossa... Fico tão boba e orgulhosa... Ela diz que meu molho branco fica bom e eu digo que ela escreve as coisas mais lindas do universo.

.: posted by Joana Bela 7:02 PM


Friday, September 21, 2001
Falar sozinha é bom. E engraçado. Falar pra ninguém. Às vezes você assume personagens pra você mesmo. Pessoas que você sabe que não é. É igualzinho falar com outra pessoa. Engraçado agente fingir pra gente que agente é alguém que agente não é. Só quer ser. É como se você vestisse uma máscara pra você mesmo. Aí tem a risada da pessoa, o jeito, o sorriso. E como a você iria reagir com fúria por causa de alguma coisa sobre a qual você ficou calada. E como seria desembaraçada e não teria ciúmes tolos. E como as suas pernas seriam lindas... Mas aí tem um vidro que vai te refletir sem querer e você vai se ver estranha, com uma cara que não é a sua. Com uma pose mais desajeitada que de costume. Talvez cantando uma música que você detestaria, e dançando desinibidamente. Ai, que pena de você... Que dó, que dá quando chega uma janela, um vidro, um espelho-estraga prazeres. A melhor atitude a ser tomada é mostrar a língua. E não se contamine com o mau humor dos objetos refletores - eles são assim mesmo. Só gostam de música deprê e não têm imaginação.

.: posted by Joana Bela 1:37 PM


Tuesday, September 18, 2001
Do dia 7/8/01


Ai, que estranho. Estou estranha e você não está aqui. Não estava quando eu cheguei. As coisas estão ficando muito estranhas. Não sei. Não sei de nada. Que não saber de nada que não tem fim! E você ri de mim. E parece não entender as coisas que eu digo. E foge dos meus beijos. Foge sim. Só me beija em último caso. E você vai rir disso também. Mas agora não posso pensar nessas coisas porque tenho que trabalhar. E a minha psicóloga querida disse que eu sou gente grande e que não posso deixar as coisas interferirem no meu trabalho. Ainda bem que ela existe. E que eu tenho hora hoje. E Vinícius é um alcólatra babaca e viver é assim mesmo. Uma loucura.
Um beijo, muito grande, muito longo, sem medo, sem fuga, sem porém, sem mundo.

.: posted by Joana Bela 11:09 AM


Monday, September 17, 2001
Camisetas:


Eu odeio Vinícius de Morais.


Não seja boba, seja bonoba.


100% bonoba.


Foda-se se o Bob Marley fez duas músicas boas.


.: posted by Joana Bela 12:50 PM


Devem ser devem ter
mar em pedaços
cilindros azuis
grãos furta-cor
pra lembrar da água
sem se molhar
Cruz credo!
oceano empacotes
pra levar na bolsa
apertar entre os dedos
provar o texto
entre mim e o mar


.: posted by Joana Bela 12:41 PM


Sunday, September 16, 2001
Meu coração lá de longe faz sinal que quer voltar
já no peito trago em bronze:
Não tem vaga nem lugar.
pra que me serve um negócio que não cessa de bater
mais me parece um relógio
que acaba de enlouquecer.


Pra quê que eu quero quem chora
se eu estou tão bem assim.
E vazio que vai lá fora
cai macio dentro de mim.

(Leminski e Arnaldo Antunes...)

.: posted by Joana Bela 9:01 PM


Friday, September 14, 2001
Há quanto tempo me despeço de você?
Há quanto tempo não me livro do bom de você?
E olho o espelho trincado mil vezes pra constatar a trinca.

.: posted by Joana Bela 1:45 PM


-- Quero nada não senhor. Estou esperando o querer do tempo.

Menina- 13 anos. Sentada junto aos latões de leite na estrada. E o tempo querendo morrer. E o soluço da menina marcando o tempo. O tempo do tempo querer.

(...) a mãe chama: “Carolina, olha a hora!”

A menina olhando o tempo se matar, responde “o hora já foi, mãe.”

A menina tem muitas marcas nas pernas. Espinhos, tombos, arranhões nas plantas do pasto. Insetos maiores ou menores. Cicatriz de berne. É toda avermelhada como sua própria terra. Como seu próprio mundo. O mundo enche seu olhos de poesia empoeirada e vermelha.


A menina tão menina, de olhos empoeirados e soluçando pra marcar o tempo. E o tempo louco, fugindo dela. Mas o soluço não passava.... E catava o tempo a cada tempo.

A menina não escutava o tempo. Com as bochechas ressecadas e o queixo irrugado só sentia um nada muito grande quando pensava. Pensava nos animais, na cor das coisas, na tristeza que havia em tudo que tinha aquela cor empoeirada. No sol da tarde e no vento frio que o levava pra depois. Que dor era aquela? A dor de ver o mundo. De enxergar a vida. Uma inquietude que inundava as maçãs de seu rosto, sua face, por dentro, nos ossos, entrava junto com aquele sol frio, como se seu rosto fosse só um crânio vazado. Duro e morto. A quietude afiada e infindável daquele sol. O homem sentou-se a seu lado, e o jeito como ele a olhou a fez sentir-sem-saber o quanto o mundo iria doer por sua vida afora.


O Olhar do homem...

O olhar do homem foi de desejo. Sim, de desejo. Ele viu as pernas da menina, e pequeninos seios brotando dentro da blusa puída do uniforme de alguma escola que ela não frequentava.

Mas foi por um ínfimo momento. Um curto e profundo espaço de tempo. (o tempo querendo se libertar, querendo Ter muito tempo pra ser profundo).

Então foi o oposto do desejo, foi o asco. Poucos minutos de asco e o homem pôde sentir-se decente outra vez. Olhou a menina, agora com ternura -e ela sentiu- ela sentiu-sem-saber, que a vida a fora seria muito maior que o sofrimento.

O Homem perguntou finalmente: “qual o seu nome?”




A primeira lágrima caiu limpa, sem tocar o rosto da menina. Se desgrudou bem no centro de seu olho direito e despencou, molhando a poeira vermelha. A menina ficou olhando as bolinhas escuras aparecerem uma a uma no chão. Elas foram surgindo, amornando e consolando os olhos dela.




Ela então correu muito, pensando que sentia frio, que estava com fome e que a janta a esperava. Pensou que ia Ter lombo de porco, arroz, feijão e mandioca, requentado do almoço, que o gato já deveria estar em cima do fogão a lenha se aquecendo, que seu corpo estava cansado do dia, e que seu sono seria tranquilo, de barriga cheia e banho tomado. Foi correndo e esquecendo do tempo, o abandonou, fingiu não saber do corte afiado que teria a vida a fora. Ignorou o que tinha compreendido, o melhor era não saber.



.: posted by Joana Bela 1:26 PM


Como começam as estórias com final feliz? Provavelmente não com perguntas. Perguntas são as sementes dos problemas. As flores são as soluções. São prazer quando acontecem. Mas podem não acontecer. E mesmo quando vêm, o caminho é longo até que cheguem. O risco que se corre para achar a resposta. O risco que se corre ao perguntar. O tempo também é longo. Tanto que sempre aparece outra pergunta. Pode ser até "quanto tempo vai demorar para sentir o prazer da resposta?". Mas sempre surgem outras perguntas. Mesmo que menos importantes, com soluções menores, como folhas. Esquecidas no meio do caminho pra poder pensar no problema maior.
Mas então tá. Se a estória começa com uma pergunta, o final feliz é a resposta. Só nunca é "feliz pra sempre...". Então a estória de final feliz começa com eu. Primeira pessoa, pra não saber nem nome, nem sexo, nem idade.
Eu estava sentada (então este é o sexo) no banco da praça às vinte horas e quarenta minutos. Trovejava fundo no céu escuro. Eu esperava tranquila a menina, sem um pingo de medo que os pingos do céu desabassem sobre a minha cabeça. E pensava: "Não vai chegar nunca vinte e uma horas e trinta minutos?" E logo "Porque o tempo passa tão irritantemente devagar?". E assim por diante. O tempo é tão longo que sempre aparece outra pergunta. Mas, impaciente, o problema sempre volta querendo solução: "Não vai chegar nunca vinte e uma horas e trinta minutos?"
Já são vinte horas e cinquenta minutos. Mas isso é porque é linda a menina que vai chegar. Tem alma azul e olhos de boneca de porcelana: me olham incontrolavelmente.
Quanto tempo. Quanto tempo. Quanto tempo. Quanto. Tempo. Quanto... Tempo...
Oi, quer conversar? Não, não quero. Porque não? porque se conversarmos você vai pensar que eu sou louca e eu vou pensar que você é bobo. Quantas horas?
Quantas horas. Quantas horas. Quantas horas! Quantas. Horas. Quantas... Horas...
Isso é porque eu estou de frente pra lua e ela não é cheia. Porque a pele da menina é tão clara que me ofusca a vista. E, é claro, por causa da nuca dela.
Não, mundo, eu não vou fazer a pergunta. Não vou pensar no que me entristece, agora não. Agora vou apenas contar o tempo. Além do mais, não há resposta!
O tempo é longo mas eu não vou pensar.
Sem relógio. Depois vinte e uma horas e quarenta minutos.
Enfim, um dia, a resposta amadureceu, ela chegou, com olhos grandes e nuca nua. A lua se encheu pra ela. E o final veio com seu ponto, encerrar feliz e não pra sempre, a estória que começou com uma pergunta.

.: posted by Joana Bela 1:09 PM


From : mailer-daemon@jedi.com.br

To: anafernanda@jedi.com.br

Subejct: deus, jesus e a salvação de sua alma

Date: Thu, 13 Aug 2001 18:27:45



An error occurred sending a message to:

vocevoce@hotmail.com


Relay host reported error: (mc6.law13.hotmail.com)
550 Requested action not taken: mailbox unavailable


Original Message Follows:

=========================


From: Ana Fernanda anafernanda@jedi.com.br

To: Você, você vocevoce@hotmail.com

Subject: deus, jesus e a salvação de sua alma

Oi.


Sabe aquele dia, aquela hora? Eu falava com você no telefone. O telefone público do botequim. Aquelas coisas que você falava estão piscando em meu ouvido ainda hoje. Como se fossem imagens. Vermelho-amareladas. Mas não pense que eu escutava as coisas que você dizia. Elas só piscavam mesmo. Como a barata que passeava tão tranquila na parede que não chegava a me enojar. Provavelmente porque eu estava bêbada. E as coisas pixadas na parede. “Saiba mais sobre deus, jesus e a salvação de sua alma – 35924326, Denise.” E a voz daquele locutor esportivo que narrava o futebol na TV. “Eu sou vasco da gama” dizia, em letras escritas por ponta de chave, o telefone azul. Você falava coisas que provavelmente eram importantes mas que não chegaram a entrar na minha cabeça. Eu ria: “Sexo é foda”. É, literalmente. “Hip Hop é cultura”. E você? Você era a voz que eu escutava e a feição que imaginava falando.
Na verdade você é uma coisa sazonal. Mas eu não gosto muito de trocar de você.
Afinal, você tem que ser sempre uma coisa que se pretende eterna. E você agora é você. Pra quem eu escrevo. Quem receber esta carta vai saber que é você. Você se pretende eterna? Pois deveria. Ou não vai poder ser você .


Então é isso. Um beijo.


Eu.


P.S. Só me responda, e por favor me responda, se eu for você. E não deixe de assinar, pra eu anotar seu nome no meu diário.


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.: posted by Joana Bela 1:07 PM


Ananda, 21, faz nada na vida... Escreve, escreve, escreve.

.: posted by Joana Bela 12:29 PM



 
A esse ponto tudo parece antigo. Eu mesma pareço tão distante. Eu mesma estranho meu perfume, minhas calças, meus pés. Eu mesma desmancho os navios e naufrago refazendo frases.

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